Diabetes canina
Você já ouviu falar sobre diabetes canina? Essa doença, comum entre os humanos, pode também afetar os cachorros e é preciso estar atento aos sintomas para ter um diagnóstico rápido.
Em nossa clínica atendemos alguns casos de cães diabéticos, e esse foi mais um deles que teve um final feliz! Essa é a história da Vida, uma cachorra que veio de Santos para a nossa clínica buscando um tratamento para um problema de saúde que sua dona ainda não sabia qual era.
Conheça a Vida: simpática e geniosa
A Vida já é uma cachorra de meia idade, e esta senhorinha veio para a Pet Pillow em busca de um diagnóstico que explicasse o motivo dos seus problemas recentes.
Nós últimos meses os donos dela notaram que ela estava bebendo água em uma quantidade muito maior do que o normal e, além disso, ela estava perdendo muito peso e mal conseguia ficar em pé.
Assim que Vida chegou, pudemos examiná-la e, com nosso exame combinado com os relatos dados pela dona, conseguimos chegar em um diagnóstico: Vida estava com diabetes e, infelizmente, a doença já se encontrava em estado avançado.
Por causa do agravamento da doença, a diabetes estava paralisando seus rins e provocando uma infecção generalizada em seu corpo – motivo pelo qual a Vida estava emagrecendo e tendo dificuldades de locomoção.
Como o cão desenvolve diabetes canina?
A diabetes canina pode surgir por diversos motivos. Essa doença metabólica é muito comum em animais de meia idade e, em muitos casos, ocorre em cachorros com obesidade.
Outro caso comum é a diabetes que surge em cães que já tiveram pancreatite. A pancreatite é uma inflamação que atinge o pâncreas, glândula responsável por produzir a insulina.
Em alguns cães que tiveram pancreatite a diabetes pode surgir como um efeito da inflamação. Também existem casos em que a diabetes é causada por fatores genéticos, e nesses casos o cão pode até ser saudável e ter um peso adequado e, mesmo assim, desenvolve a diabetes.
Diabetes canina: como detectar?
A diabetes, tanto canina quanto humana, é uma doença metabólica na qual o organismo não produz insulina, hormônio importante que metaboliza a glicose presente no sangue.
Na sua ausência, os níveis de glicose no sangue ficam muito altos, prejudicando os rins, o fígado e podendo prejudicar visão, cicatrização, locomoção e outras funções básicas do organismo.
Os principais sintomas da diabetes nos cães são: aumento do apetite e da sede do animal, aumento do volume de urina excretado por ele, perda de peso e, em casos mais avançados, catarata.
Ao perceber algum desses sintomas, o ideal é procurar um médico veterinário para que ele possa diagnosticar se o cão está com diabetes.
Em casos positivos, o animal precisará iniciar um tratamento com acompanhamento diário até que sua diabetes esteja controlada.
Após esse período inicial e com a estabilização da glicemia (nível de glicose no sangue) do animal, o acompanhamento do cão passa a ser mensal, passando depois a ser trimestral. Em animais com a glicemia bem controlada, o acompanhamento veterinário pode ser até semestral.
Esse acompanhamento é feito por meio de exames para verificar os níveis de glicose e frutosamina, uma substância formada pela ligação da glicose com as proteínas do sangue, além de também realizar um exame para verificar a função renal do cão.
Os cachorros que possuem diabetes estão também mais sujeitos à infecções. Isso ocorre porque, quando a diabetes não está bem controlada, as células do sistema imune do cão, que são responsáveis por protegê-lo de infecções e de corpos estranhos, diminuem. Por isso, é muito importante ficar atento a qualquer sinal de possível infecção em cães diabéticos.
Como é feito o tratamento da diabetes?
A diabetes canina, assim como a humana, não tem cura. No entanto, é possível ter uma vida normal com o tratamento adequado, que em alguns casos envolve a aplicação de insulina, e os exames periódicos.
É preciso também mudar os hábitos alimentares do seu cão: o ideal é que ele passe a se alimentar com dietas específicas para cães diabéticos.
Hoje, no mercado, é possível encontrar opções de rações medicinais para cães obesos ou diabéticos. Uma opção também é a dieta natural. Nesse caso, o recomendado é que seu cão passe por um nutricionista veterinário. Desse modo pode ser elaborada uma dieta com baixo teor de carboidratos e gorduras.
O tratamento de Vida
Depois do diagnóstico de diabetes canina, Vida foi levada à UTI da Pet Pillow para iniciar o seu tratamento. A internação na UTI em casos como o da Vida é fundamental para que o cão tenha acompanhamento 24 horas por dia. Vida, em nossa UTI, recebeu transfusão de sangue, fez exames para detectar sua curva glicêmica e tomou antibióticos para tratar sua infecção.
Após 6 dias de internação, Vida teve alta e pode voltar para a sua casa. A rápida evolução do quadro de saúde dela só foi possível devido à rápida intervenção de nossos veterinários. Desse modo, o tratamento intensivo que ela teve acesso durante esse período também foi fundamental.
Depois da alta, Vida pode voltar a sua rotina normal. Assim sendo, sua dona está cuidando dela com muito carinho. Além disso ela ainda e aprendeu a fazer as aplicações de insulina necessárias para o seu tratamento.
Com o tratamento adequado, muito carinho de sua dona e petiscos depois da medicação diária, Vida conseguiu ganhar 4 quilos e está, literalmente, feliz da vida!
Se você está percebendo que o seu cão está com algum dos sintomas relatados ou se ele está com algum comportamento estranho, faça o agendamento de uma consulta conosco! O rápido atendimento é a melhor maneira de aumentar as chances de seu cão ficar bem e saudável.